quarta-feira, 24 de julho de 2013

CRÔNICA DA SAUDADE - 24/07/2013



                                                                               



UM REENCONTRO NO CÉU

               Tão grande era a amizade de Dominguinhos com Luiz Gonzaga, o eterno rei do baião, que há mais de 24 anos partiu para a eternidade, que muita gente chega a imaginar, agora, como foi o reencontro dos dois, lá no céu, cada um com sua sanfona, mostrando, com certeza, o que mais sabem fazer: tocar a nossa música.

É que a morte, ôntem, no Hospital Sírio-Libanês, em São Paulo, aos, 72 anos, do sanfoneiro e compositor José Domingos de Morais, o Dominguinhos, depois de ter herdado do Gonzagão toda a sua majestade (já que o Rei lhe transferiu a corôa em pleno show, prá que todos soubessem do seu desejo), não poderia de nos deixar ansiosos por esse reencontro, já que, agora, juntos mais uma vez, estariam unidos para a eternidade.

Dominguinhos, como Gonzagão, nasceu no interior de Pernam-buco: ele, em Garanhuns, no dia 12 de fevereiro de 1941, e o Rei do Baião ali perto, em Exú, mas os dois só vieram a se encontrar prá valer, em 1954, quando viajou para o Rio de Janeiro, a fim de construir sua carreira como instrumentista, já que, à esta al-tura, elogiado pelo próprio Luiz Gonzaga (que o ouvira tocar), recebêra o convite para ficar ao seu lado.

Foi no Rio que ele recebeu uma sanfona de presente do Gonza-gão, formando, com Miudinho e Borborema, o famoso Trio Nordestino, que tanto en-cantou a todos os brasileiros com suas interpretações da música nordestina.

Em 1957, casou-se com sua primeira mulher, Janete, com quem teve dois filhos, mas foi com a cantora Lucinete Ferreira (mais conhecida por Anastácia), com quem se casou em 1967 (dez anos depois), que permaneceu unido por mais tempo, já que ela não era apenas a sua segunda esposa, mas uma grande parceira musical em mais de duas centenas de canções de sucesso, como Eu só Quero um Xodó, Tenho Sêde, Saudade Matadeira e Forró em Petrolina.

Com a chegada do tropicalismo, firmou parcerias com Gal Costa, Gilberto Gil, Caetano Veloso e Maria Bethânia, sendo que, com Chico Buarque, compôs Tantas Palavras e Xote da Navegação, mas foi com Nando Cordel que fez uma das suas canções mais famosas: De volta pro meu aconchego, que viria a se popularizar em todo o Brasil na voz de Elba Ramalho.

Na década de 1970, conheceu, em um show de Nara Leão, a dançarina Guadalupe Mendonça, que se tornaria sua terceira e última mulher. O casal teve uma filha, a cantora Liv Moraes. 

Em 2002, Dominguinhos se consagrou como vencedor do prêmio Grammy Latino, com o álbum Chegando de Mansinho. Quatro anos depois, levou o Prêmio Tim como Melhor Cantor Regional. Em 2010, ganhou o Prêmio Shell de Música

Foram mais de cinquenta anos de intensa convivência com o público brasileiro que, ao mesmo tempo em que o reconnhecia e o aplaudia como um dos melhores intérpretes da nossa música regional, sabia recebê-lo, na intimidade do nossso aconchêgo, como aquele homem simples e amigo, que jamais negou a sua procedência, que era de onde ele tirava toda a substância que envolvia as suas musicas de maior sucesso.

Que Dominguinhos e Gonzagão se reencontrem no céu.

É pena que, para este grande show, sòmente ao Pai Eterno será permitido assisti-lo.

Mas fiquemos atentos: desde ôntem, ao que parece,  as estrêlas estão brilhando um pouco mais. 






sexta-feira, 19 de julho de 2013

CRÔNICA DA SAUDADE - 19/07/2013



                                                                         



                                                     50 ANOS SEM LALÁ

Existem tantos bons autores na música popular brasileira que uma das tarefas mais difícieis para qualquer ser humano seria, sem dúvida, enumerar os dez melhores e mais talentosos compositores nossos de todos os tempos. O melhor, portanto, o mais talentoso - resumindo tudo numa única pessoa - é tarefa verdadeiramente impossível. Como escolher o mais completo compositor da nossa música popular, assim, de repente e de uma só vez, com nome e sobrenome, esquecendo todos os outros ?
A coisa fica mais fácil, no entanto, quando a gente consegue juntar adjetivos e predicados próprios de um determinado compositor. Qual, dentre todos, por exemplo, sempre foi o mais alegre, o mais extrovertido, o mais criativo e, acima de tudo, aquele que mais tem a cara e o jeito do povo brasileiro ? Feita a pergunta assim, a resposta estaria na ponta-da-língua: Lamartine Babo.
Para as gerações de hoje, explicamos que, no dia 16 deste mês, muitos fãs de Lamartine Babo ainda chorararam a sua ausência, 50 anos depois de sua morte, que ocorreu no dia 16 de julho de 1963, lá no Rio, cidade que ele tanto amou e onde nasceu, no dia 10 de janeiro de 1904, na rua Teófilo Otoni, bem no centro, onde hoje existe a Rio Branco. 
Como sua mãe e suas irmãs tocavam piano, e sua casa era freqüentada por músicos como Ernesto Nazareth e Catulo da Paixão Cearense, Lamartine ou “Lalá”, como era conhecido pelos amigos e passou a ser conhecido em todo o Brasil, teria que ser um músico e compositor, já compondo, aos 16 anos, o fox-trot Pindorama – um desafio para fazer uma música apenas com as notas sol, dó e mi. Em 1917, faria sua primeira valsa – Torturas de Amor – em homenagem ao seu pai. Compôs duas operetas: Cibele e Viva o Amor, na qual estava incluída a famosa valsa Eu Sonhei Que Tu Estavas Tão Linda. Em 1922, compôs várias músicas para o teatro-de-revistas. A partir de 1929, estreou na Rádio Educadora, cantando, com sua voz de falsete, acompanhado, ao piano, por Ari Barroso, ao mesmo tempo em que contava piadas e fazia enquetes. Em 1932, passou a fazer sucesso no carnaval, com o samba Só Dando com Uma Pedra Nela, gravado por Mário Reis. Daí por diante, uma sucessão de sucessos: O Teu Cabelo Não Nega, Marchinha do Amor, Ao Romper da Aurora, A,E,I,O,U, Babo..zeira, Moleque Indigesto, Linda Morena, Grau Dez e vários outras marchinhas que se tornaram marcas registradas do carnaval carioca. No cancioneiro romântico popular, Lamartine foi o máximo, com músicas inesquecíveis, como Mais uma Valsa... Mais uma Saudade, Serra da Boa Esperança... No Rancho Fundo... e tantas outros, assim como grandes sucessos juninos. Em 1945, no seu programa Trem da Alegria, na Mayrink Veiga, na proporção de uma música por semana, compôs os hinos dos 11 clubes de futebol do Rio, como o América (time do seu coração) e mais: Botafogo, Flamengo, Fluminense, Vasco e muitos outros,  que até hoje são cantados pelas torcidas. 
No centenário do nascimento de Lalá, comemorado em 2004, muitas homenagens foram prestadas ao nosso genial compositor, mas o Brasil, como um todo, ainda lhe deve bastante, tão grande e marcante foi a sua presença em nossa música popular.
Ele foi, sem dúvida, o mais brasileiro dos nossos compositores.

                        http://www.youtube.com/watch?v=5V-Zk7wilmo

quarta-feira, 17 de julho de 2013

A CRÔNICA DO DIA - 17/07/2013



AS VANTAGENS DO FÔRO

Como se sabe, o recesso parlamentar é de cerca de 50 dias, pois começa hoje, no dia 17 de julho e segue até o dia 1º de agosto (bem melhor do que as férias corridas do trabalhador brasileiro).
Prá sorte nossa, os parlamentares deixaram para depois, quando voltarem ao trabalho, a votação a votação da PEC 10/2013, que extingue o fôro privilegiado de Presidente da República, ministros, comandantes das forças armadas, senadores, deputados federais, que devem ser julgados pelo STF (Supremo Tribunal Federal), assim co-mo Governadores, desembargadores e integrantes dos tribunais regionais federais, eleitorais e de contas dos estados, como também prefeitos e deputados estaduais, que serâo julgados pelos tribunais de justiça do local. 
Alguns especialistas do assunto, parte da imprensa brasileira e muitos comentaristas da área jurídica acham, no entanto (e com justificáveis razões), que o final do fôro privilegiado, antes de ser um ato benéfico - já que colocaria as autoridades, que passariam a ser julgados na justiça comum, em pé de igualdade com o simples homem do povo - pode ser, também, e disto já tivemos provas, uma vantagem a mais para ladrões e corruptos, já que podem esticar os seus processos por muito mais tempo, permanecendo na impunidade ou escapando da cadeia por falta disso ou daquillo.
Quantos políticos já não renunciaram ao cargo que exercem, para que, como um cidadão comum, pudessem ser julgados pelos mesmos meios que julgam qualquer elemento do povo ?
Só que, com eles, mesmo sem o cargo que lhe davam poderes, a coisa se arrasta por muitos e muitos anos e, às vezes, permite que cheguem à óbito devido à velhice, sem que pague pelos crimes cometidos. 
Muitos deputados e senadores são a favor da citada PEC, mas muitos também já se posicionaram contra, havendo, aparentemente, uma divisão nas duas casas do legislativo federal, coisa em que ninguém pode confiar, cabendo ao povo - isto, sim -, através de muitas manifestações de rua, mostrar o que a cha de tudo isso.
Na minha modesta opinião a coisa deve ficar do jeito que está: fôro privi-legiado para todos eles, com um adendo: aqueles que renunciarem ao cargo para escapar de julgamento não terão direito à justiça comum, já que os crimes foram cometidos à sombra dos cargos que exerciam.
E estamos conversados.
Mas é o povo quem deve dar a palavra final.
Vamos à luta.
Todos seremos iguais perante à Lei: cada um responde perante à justiça.
Não interessa qual.
 

                 











terça-feira, 16 de julho de 2013

CRÔNICA DA SAUDADE - 16/07/2013



                                                                                 
                         
                                SAUDADES DE ROSIL

Não sei bem por quê – pode até ter sido por causa da música Sebastiana que começou a tocar numa emissora de FM, num programa feito para relembrar o passado, mas a verdade é que, de repente, fui envolvido por uma intensa saudade do meu amigo e compadre Rosil Cavalcanti.
Bem mais mais velho do que eu, pois nascêra no dia 20 de dezembro de 1915, no engenho Macaparana, em Pernambuco, Rosil Cavalcanti veio trabalhar, em 1941, como técnico-agrícola, na Secretaria da Agricultura da Paraíba, em João Pessoa, mudando-se, dois anos depois, para Campina Grande, onde iniciou a carreira artística, formando, com Jackson do Pandeiro, a dupla Café com Leite. Foi Jackson quem gravou, em 1953, uma das mais consagradas músicas de Rosil, o côco Sebastiana, que se tornou um sucesso nacional. No ano seguinte, passou a trabalhar na Rádio Borborema, onde, por coincidência, na mesma época, o menino aqui estava chegando para assumir o cargo de produtor da emissora. Mesmo com meus 17/18 anos, a diferença de idade não impediu que solidificasse uma amizade intensa com Rosil, amizade essa que só chegou ao fim com o seu falecimento, no dia 10 de julho de 1968, lá mesmo, em Campina. Além da música, o que mais nos unia eram as pescarias, que se repetiam, domingo após domingo, ora em açudes, ora nas praias do litoral paraibano, que a gente conhecia, sem dúvida, uma a uma.
Foi no período em que esteve na Rádio Borborema, comandando programas como o Forró de Zé Lagoa e a Patrulha da Cidade, de grande audiência, que Rosil mais se desenvolveu como compositor, criando sucessos como Meu Cariri, gravado por Ademilde Fonseca, e Cabo Tenório, Moxotó, Quadro-Negro, Compadre João e os Cabelos de Maria, todos com Jackson do Pandeiro, que gravou, em 56, na Copacabana, o xote Moxotó. Em 58, novos sucessos: vieram Aquarela Nordestina e Saudade de Campina Grande, com Marinês e sua Gente e, em 62, com Luiz Gonzaga, o sucesso voltou a falar mais alto com a marchinha Faz Força, Zé e o xote Ô, Veio Macho,gravados na RCA, assim como o baião Forró de Zé Lagoa, gravado por Genival Lacerda, na Mocambo. E muitos outros artistas, como Trio Nordestino, Pedro Sertanejo, Trio Orixá, Jacinto Silva, Gilvan Chaves e Zito Borborema, gravaram músicas de Rosil.
E foi justamente hoje, sessenta anos depois da chegada de Rosil à Rádio Borborema e 45 anos depois da sua partida, que me bateu, de repente, sem eu saber por quê, uma dorida saudade do meu compadre e amigo, quando me vejo de volta aos estúdios da emissora e, nos finais de semana, às pescarias que se repetiam sempre com muita alegria.
Lembro da sua animação, às 8 da noite, no Forró de Zé Lagoa... não esqueço os seus gracejos, as suas brincadeiras... Rosil faz parte de uma época alegre e festiva no rádio campinense.

E vai demorar muito para morrer de verdade.

                http://www.youtube.com/watch?v=0CJTasvSjmA

sábado, 13 de julho de 2013

A CRÔNICA DO DIA - 13/07/2013


                                                                           


A MORTE DO ROCK


               Sendo hoje o "Dia do Rock" e ainda existindo, em todo o planeta, muita gente, como eu, que continua ouvindo e se emocionando com músicas executadas por ro-queiros autênticos, não há como não se recordar, nesta data, o eterno rei do rock, aquele inesquecível Elvys Aaron Presley, nascido nos Estados Unidos, na cidade de East Tupelo, estado do Mississippi, no dia 8 de janeiro de 1935 e falecido (provocando um pranto universal) no dia 16 de agosto de 1977 (eis que a data se aproxima), na cidade de Memphis, no Tenessee, no mesmo país onde nasceu e sempre viveu.
Conhecido, nos anos 50, como Elvys, The Pelvis, devido à maneira rebolativa como se mexia ao cantar, mas foi a sua voz sem igual (que, segundo especialistas, o seu tom vocal atingia notas musicais de difícil alcance para um cantor popular.
Todos reconhecem, hoje, inclusive os críticos mais ferrenhos, que Elvys, com a maturidade, adquiriu, além de um virtuoso senso rítmico, uma grande força interpretativa e um timbre de voz sem igual, tornou-se, reconhecidamente , o melhor cantor popular do século XX.
Foi em 1954 que a sua carreira realmente começou, quando gravou os primeiros discos na gravadora Sun Records, acompanhado pelo guitarrista Scotty Moore e pelo baixista Bill Black, tendo sido um dos criadores do rockabilly - uma fusão de música country e Rock`n`roll.
A partir daí, tornou-se um dos maiores ícones da cultura popular mundial do século XX, interpretando grandes sucessos musicais, como Hound Dog, Don`t Be Cruel, Love me Tender, All Shook up, Teddy Bear, Jailhouse Rock, It´s Now Or Never, Can`t Help Falling in Love, Surrender e muitos outros, sendo que, no Brasil, as canções de maior sucesso foram Kiss Me Quick, Bossa Nova Baby, It`s Now or Never e Bridge OverTroubled Water.
Após sua morte, num dia 16 de agosto como esse que se aproxima, novos sucessos surgiram, como Way Down (logo após seu falecimento), Always On My Mind, Guitar Man, A Little Less Conversation e Rubberneckin.
Trinta e seis anos após a sua partida, Elvys ainda é o artista solo detentor do maior número de hits nas paradas musicais mundiais, sendo, também, o maior recordista de todos os tempos em vendas de discos, com mais de um bilhão e meio de discos vendidos em todo o mundo.
Dia do Rock... ninguém, ao comemorar esta data, pode esquecer Elvys Presley e seus sucessos.
É como se, com ele, o rock também tivesse morrido.
Para a maioria dos seus admiradores, foi o que aconteceu.
O rock morreu. 

http://www.youtube.com/watch?v=2e3CFIHCe8M

http://www.youtube.com/watch?v=gKp0V6lJHpk

http://www.youtube.com/watch?v=iz-_S-v2p6s


sexta-feira, 12 de julho de 2013

CRÔNICA DA SAUDADE - 12/07/2013


                                                                             


ETERNA SERENATA

As pessoas constroem as suas vidas como quem faz uma colcha-de-retalhos: vai juntando, uma à uma, com o passar do tempo, as lembranças que ficaram no passado – felizes ou infelizes, pouco importa – mas que marcaram, quando vividas, as nossas existências. Pretenciosos por excelência, os seres humanos preferem recordar apenas, é claro, os instantes que se eternizaram no âmago das mais intensas emoções e da mais completa felicidade. Os acontecimentos tristes, que ficaram para sempre sob a sombra de uma amargura, são lembrados, às vezes, por força das sutilezas do sub-consciente, mas jamais são recordados por nossa livre e expontânea vontade.

São assim as criaturas humanas, que preferem sempre recordar os momentos felizes já vividos, como faço agora, buscando ser feliz outra vez.

No início dos anos 60, quando estive à frente dos Diários Associados, em Pernambuco, estava eu em minha sala, na Rádio Clube, quando o locutor Ziul Matos – que apresentava, diariamente, na emissora, uma das minhas produções, o programa Noite de Saudade – pediu licença, entrou e me apresentou a um oficial da nossa Marinha. Com tranqüilidade, Ziul me explicou que o porta-aviões Minas Gerais – na época, a mais bela e imponente nave da nossa Marinha de Guerra – estava no Recife, realizando exercícios, e que ficaria, em nosso mar, até depois do período carnavalesco. O oficial, à minha frente, era o comandante do navio e a razão da sua visita era estudar a possibilidade de que, para distrair a marujada, o Noite de Saudade pudesse ser transmitido diretamente do convés do porta-aviões. Topamos a parada.

Por coincidência, o maior seresteiro de todos os tempos – Silvio Caldas – estava realizando apresentações na cidade. Conversado, Sílvio aceitou o convite. E lá fomos, todos nós, de helicóptero – locutores, cantores, músicos, técnicos, etc – direto para o local onde estava fundeado o Minas Gerais. E a serenata, a partir das 10 da noite, foi iniciada no porta-aviões, com os marujos sentados ao longo do convés, atentos ao show, e com uma lua cheia iluminando o espaço, para se espalhar, depois, pelo mar imenso.

Esta serenata, pelo inusitado do palco, marcou a história do programa e da própria Rádio Clube, tendo repercutido intensamente na cidade.

Passado tanto tempo, sessenta anos depois, ainda continuam ressoando dentro de mim os acordes inesquecíveis do violão e a voz incomparável do velho Sílvio, interpretando, com alma e sentimento, o seu eterno Chão de Estrelas música que ainda hoje desperta-me todas essas lembranças.

Eis uma serenata que ficou eternizada na memória de todos os que dela participaram. Dentro de nós, para sempre... o navio... o mar azul... a lua cheia... a emoção da marujada e a voz do seresteiro.

                http://www.youtube.com/watch?v=wvSsOpA7jm4

quarta-feira, 10 de julho de 2013

COMENTANDO A NOTÍCIA - 10/07/2013


                                                                       


                     A notícia: Comemora-se, hoje, em todo o Brasil, o "Dia da Pizza", homenageando esta comida típica da Itália, mas que tanto sucesso alcançou no Brasil, tornando-se a iguaria oreferida de mi-lhões de brasileiros, que não sabem mais, atualmente, comemorar nada sem a presença gostosa do seu prato predileto.

Nosso comentário:

TUDO ACABA EM PIZZA

Nos dias atuais, não só em São Paulo (onde o seu cheiro é sentido no ar que a gente respira), mas em qualquer  cidade brasileira, a pizza tomou conta do nosso paladar, a ponto de estar presente em todas as reuniões com amigos e familiares, ocasiões em que ela domina, em variadas opções, os festejos de seja lá o que for que se esteja comemorando.
O vício chegou a tal ponto que, nos dias atuais, quando uma coisa (seja o que for) termina do jeito que todo mundo já esperava, mesmo que não atenda às expectativas populares, o brasileiro costuma dizer que tudo terminou em pizza. 
È bem verdade, para nosso grande desgosto e profunda revolta, que o que mais tem acabado em pizza em nosso país são os anseios do nosso povo: tudo aquilo que a massa popular mais deseja para o seu presente e futuro em termos de uma educação de qualidade para nossas crianças, de transporte coletivo perfeito para os nossos trabalhadores e de uma segurança pública de qualidade, capaz de evitar os crimes que são cometidos, diariamente em nosso país.
Infelizmente, para todos nós, onde as coisas mais acabam em pizza, em nosso país, é em Brasília, no parlamento e e no executivo (em outras palavras: na Câmara dos Deputados, no Senado Federal e no Palácio da Alvorada), onde deputados, senadores e a Presidência da República, ao que aparece, de mãos dadas, dão a impressão de que desejam, acima de tudo, acabar com o sonho do povo  brasileiro que anseia por viver num país que seja bom para todos (não é aquele da publicidade do governo) e não apenas para alguns felizardos.
Se o povo deseja uma reforma política, lá vem a presidente Dilma com uma história de plebiscito, para que o próprio eleitor resolva o que deve mudar, quando tem maneira mais fácil de resolver, através de um decreto presidencial para aprovação na Câmara e no Senado, em votação aberta e transmitida pela.TV.
Queria ver quem votaria contra.
Mas as medidas certas não são tomadas e, de um lado e de outro, só surgem enrolações que ninguém aguenta, já que todo mundo sabe que cada uma delas, por mais importanto que seja, vai acabar em pizza.
Bom, pessoal, o comentário termina por aqui, já que tem, ali, na mêsa, uma gostosa pizza à minha espera.
                 Hoje, sem dúvida, é o nosso dia.


terça-feira, 9 de julho de 2013

A CRÔNICA DO DIA - 09/07/2013


                                                                     

O MÉDICO E O POVO

É possívell, nos dias de hoje, que o nosso povo consiga viver sem muitas das benesses que as classes mais favorecidas consideram essenciais, como carro bonito, casa confortável e muitos outros bens que, nos tempos atuais, todos lutam para adquiri-los, dando prioridade à suas aquisições.
O que muita gente não notou ainda - e é muito fácil notar -, é que o povo pode viver sem tudo isso, andando a pé, de ônibus, morando num barraco, dormindo no chão, mas não pode (e até pode, mas não irá muito longe), tentar viver sem a presença do médico, sem um atendimento hospitalar, sem ninguém que saiba como cuidar da sua saúde e como enfrentar os males que nos afetam, receitando remédios e realizando intervenções cirúrgicas.
Em pronunciamento no dia de ôntem, a Presidente Dilma divulgou várias medidas essencias que o seu governo pretende tomar, a fim de resolver um dos mais sérios problemas da população brasileira, que é o péssimo atendimento dos organismos que cuidam da saúde pública, como o SUS, graças ao desaparelhamento quase completo dos hospitais e postos de saúde, especialmente nas pequenas cidades do interior dos estados, onde as pessoas mais pobres chegam a morrer à míngua por falta de médicos e de uma estrutura que permita o atendimento.
Sem falar nas providências que pretende tomar para equipar devidamente os hospitais e postos de saúde que atendem ao SUS em todo o Brasil, a Presidente se mostrou mais preocupada com a falta de médicos e promete três providências: ampliar o tempo necesssário que o estudante de medicina terá, após a conclusão do curso, para poder exercer a profissão (passará para dois anos), tendo que atuar, forçosamente, nos hospitais e núcleos de saúde do governo federal, preenchendo as vagas que hoje existem em todo o país, assim como melhoriais salariais e pequenos investimentos.
A solução ideal  seria grandes investimentos na área de saúde pública, me-lhorias nos salários dos médicos e uma total revisão em toda a rede hospitalar pública do Brasil, reequipando hospitais e postos de saúde, a fim de que os profissionais da área pu-dessem atuar em todas as unidades federativas, atendendo ao povo brasileiro, mesmo nas  cidades mais pobres do nosso país.
Na situação atual, remendos não adiantam: a realidade exige do governo, como um todo, investir firme na saúde pública, realizando os investimentos necessários e não trazendo médicos do exterior, como se a falta de profissionais fosse a chave do pro-blema e a vinda dos estrageiros fosse a solução.
Se a Presidente Dilma estivesse em visita à uma pequena cidade do inte-rior e, de repente, se sentisse mal e necessitasse, com urgência, de um atendimento médico, ela entenderia, só assim, o que é que o povo brasileiro sofre.
Os médiicos estrangeiros sempre foram bem-vindos em nosso país.
Só que o problema é mais embaixo: faça o que se faz necessário no momento, melhorando o atendimento na área de saúde pública, ou trate de tomar remédio para os enjôos que estará sentindo nas próximas eleições.
E não tem PT que dê jeito.
Tenho dito.





                                                                           

quarta-feira, 3 de julho de 2013

A CRÔNICA DO DIA - 03/07/2013

                                                             
                                                                     

O GRITO DAS URNAS

Na tarde de ôntem, na TV Senado, tive oportunidade de ouvir um  pronunciamento  do  senador Cícero Lucena, de cujo texto pude observar o seguinte: embora o orador tenha exigido do governo federalas principais reinvindicações que estiveram presentes nas manifestações populares que ocorreram em cidades de todo o país (começando, é claro - e mostrando a sua força - por São Paulo, Rio e Brasília) como melhorias nas áreas da educação, da saúde, da segurança pública, do transporte coletivo  e de tantos outros setores imprescendíveis ao povo, ele deixou transparecer (especialmente para aqueles que o conhecem de perto, como eu) que o país ainda vai enfrentar muitos protestos populares e que nós teremos, sem dúvida, em 2014, além da  Copa  do Mundo (que vai trazer bons resultados prá FIFA, disso ninguém duvida), as mais complicadas e difíceis eleições de todos os tempos.
Os pretensos candidatos aos cargos de Presidente da República, Senador, Deputado Federal e Deputado Estadual devem começar a pensar em mudar o discurso, assim como a sua maneira de encarar o povo nas ruas, pois se não agirem com a devida sabedoria perderão muitos votos e não alcançarão seus objetivos.
O grito das ruas pode se tornar o grito das urnas.
Os componentes da Câmara e do Senado, que acabam de aprovar decreto que exige, daqui por diante, que todo funcionário público tenha ficha limpa, esqueceram-se, com certeza, que as pessoas que presidem atualmente as duas casas, por exemplo, ainda têm contas a prestar à  justiça de seus respectivos estados. 
Prá não dizer que não falei de flores, está claro que casos judiciais pendentes como o do mensalão, terão que ser julgados de imediato pelo STJ, colocando cada um dos réus na sua devida prisão, já que esta, como todo mundo sabe, é a vontade da qua-se totalidade do eleitorado brasileiro, segundo as últimas pesquisas.
O governo federal e o congresso como um todo (Câmara e Senado) tratem de encontrar um meio de atenderem, pelo menos em parte, as reinvindicações que foram feitas nas ruas ao longo do mês de junho e que tanto repercutiram em todo o Brasil e até no exterior, se é que desejam que as eleições de 2014 se realizem com a tranquilidadde de todos os pleitos realizados, até agora, nos últimos anos, em nosso país.
Se o senador Cícero, que é um homem que sempre soube se entender com o povo, está demonstrando preocupação, ao longo do seu pronunciamento, com as eleições que virão, imagine aqueles candidatos que sempre enrolaram o eleitor e nada fizeram em benefício da sua gente.
Por enquanto, o povo está gritando nas ruas, mas logo, logo, estará falando, dizendo sim ou não através do voto.
E acabem com essa história de plebiscito: quem tem de planejar e realizar o que o povo quer são os parlamentares e o governo, e não o eleitor.
O povo vai ficar no seu canto, esperando, para aprovar ou não o que fizerem.
É vai ser tiro e queda.
                Não duvidem.