quinta-feira, 7 de fevereiro de 2013

A CRÔNICA DO DIA - 07/02/2013



O NÚMERO 13          


                            Foi Zagalo, quando ainda jogava futebol, que acabou, de uma vez por todas, com a minha antiga aversão ao número 13 (já que, desde a mais tenra ida-de, sempre ouvira falar que era um símbolo de azar), quando, numa entrevista à uma emissora de rádio, declarou, em alto e bom som:
                                 - O 13 sempre foi meu número da sorte e, por conta disso, nunca deixei de exigir, dos clubes por onde passei, como parte do meu contrato, que ele estivesse impresso na camisa, às minhas costas, não importando a posição em que jogasse.                                       
                                   Toda sexta-feira, 13, no entanto, especialmente no mês de agosto – o conhecido dia do azar -, por mais que a gente saiba que é apenas mais uma data, como outra qualquer, no calendário, sempre deixa muita gente arredia, evitando fazer coisas que normalmente faz, a fim de não dar chances aos espíritos do mal.
                             Embora a fanática torcida do Treze Futebol Clube, lá de Campina,sempre esteja a postos para encher os estádios e levar a sua querida agremiação à grandes vitorias, ainda existe muito torcedor que, quando o time, jogando mal, perde uma partida, fica em dúvida quanto ao nome do velho Galo da Borborema.
                                 Foi o que se deu, com certeza, com muita gente, em todo o mun-do, quando começou o novo ano que, agora, já estamos vivendo: 2013.
                                O povo brasileiro, alegre e saltitante, (e lá estou eu no meio) não estava nem aí pro 13 em destaque no ano que se iniciava.
                                  - 13 é coisa boa: foi no dia 13 de maio que a nossa Princesa aboliu a escravatura no Brasil !
                                 Logo no primeiro mês do ano (quando ainda brindava as oito décadas bem vividas, completadas no dia 20), eis que um acontecimento terrível (pois jamais ocorrêra algo sequer parecido em nosso país) começou a nos encher de dúvidas quanto à sorte ou o azar do citado número.
                                  Na madrugada do dia 27, a notícia de um incêndio na Buate Kiss, na cidade de Santa Maria, no Rio Grande do Sul, quando morreram (até o momento), asfixiados ou queimados, 238 pessoas (a maioria, jovens), já que cerca de mil pessoas comemoravam, com uma grande festa, a realização de um dos sonhos da juventude que é a formatura, deixou o povo brasileiro bastante tríste e abalado com a dimensão da tragédia, nunca antes ocorrida em nosso país.
                                Santa Maria é uma cidade com menos de 300 mil habitantes, mas que realiza, com suas sete universidades, costumeiras e divertidas festas de formatura, envolvendo os vários cursos lecionados em cada uma delas.
                        Foi uma tragédia terrível e, levando-se em conta os envolvidos e as razões festivas do evento, sem similar, devido ao número de mortos e feridos, em todo o mundo.
                            Ainda sob o impacto do trágico acontecimento, já que se seguiram as tristes declarações dos parentes das vítimas, as tumultuadas providências das autoridades para encontrar e punir culpados, assim como a certeza de que tudo vai continuar do mesmo jeito se medidas realmente definitivas não forem tomadas para impedir que tais fatos se repitam, o povo brasileiro começa a enxugar as lágrimas e a libertar o coração pro canaval que se aproxima.
                        Com as folias de rua já tomando conta do pedaço, o brasileiro mal tem tempo prá raciocinarsobre coisas de somenos importância, como as eleições da Câmara Federal e do Senado da República que, pela primeira vez, perigosamente, com Henrique Eduardo Alves e Renan Calheiros, as duas casas ficaram, como há muito tempo não acontecia, nas mãos e sob a égide de um só partido: o PMDB – o que quer dizer, sob as ordens do Governo Federal.
                             Comparando-se as duas tragédias (já que o povo brasileiro bem conhece a ficha dos dois políticos que acabam de assumir os respectivos cargos), a hecatombe continua, só que, agora, na buate do Congresso Nacional, podendo atingir, desta vez, no entanto, não só aos jovens, mas ao povo do nosso país, como um todo, num incêndio que bombeiro algum vai ter condição de apagar.
                            Onde estão os partidos de oposição ? Será que todos eles votaram também com o PMDB ?
                                  Aliás, se existe uma eleição onde o voto secreto não deveria entrar, esta é uma delas: bom mesmo é que, no final da votação, o povo brasileiro pudesse saber a quem foi que cada deputado ou senador deu o seu voto.
                                   Mas isso é pedir demais.
                                   O 13 deste ano, por conseguinte, continua na balança.
                                 Vamos torcer prá que tudo possa dar certo e a balança passe a pender pro lado da nossa gente.
                                     Trazendo muita sorte, como sempre aconteceu com o velho Zagalo.
                                                                    

sexta-feira, 18 de janeiro de 2013

A CRÔNICA DO DIA - 20/01/2010



DE REPENTE... 80.




           Num dia desses (num domingo ou feriado, com certeza), sem ter nada prá fazer, assisti, em companhia da minha esposa, um filme escolhido à êsmo: DE REPENTE 30, com Christa Allen no papel principal.
            Pensem numa comédia prá lá de divertida, mostrando a história da adolescente JennaRink, de 13 anos, que não era levada a sério por ninguém, e que, ao comemorar o seu aniversário, com a participação de toda a meninada da vizinhança, trancou-se num armário em determinado momento, como parte de uma brincadeira, e lá ficou esquecidapelos presentes. Foi ai que, triste e revoltada com sua insignificância, fez um pedido: virar adulta, de repente, para ter a vida com que sempre sonhou. No dia seguinte, ao despertar, ela se vê, milagro-samente, com 30 anos de idade, no ano de 2004 – 17 anos depois.
             É como me sinto hoje, no dia de mais um aniversário natalício, comas imagens das muitas etapas da minha vida sendo repassadas na memória, como se fosse um filme nem sempre divertido, mas gostoso de ser vivido, na maioria das suas etapas, com grande parte das suas cenas desenvolvidas nas horas exatas e com as pessoas certas.                             
            Vejo-me menino ainda, no início dos anos 40, ora na casa onde nasci, no antigo Ponto de Cém Reis, vizinho ao velho cinema Plaza, onde assistia às divertidas matinais dominicais, que exibiam desenhos animados e seriados, ora na casa da praia, em Ponta-de-Mato, pertinho de Cabedelo, onde meu pai trabalhava, como fiscal da Texaco.
              Recordo-me do sítio da minha avó, em Cruz das Armas, em frente ao quartel do 15 R.I., onde a minha infância realmente floresceu, em contato com a natureza e com muitos animais, tomando leite ao pé-da-vaca e correndo entre as árvores, observando a revoada dos passarinhos e tudo o mais.
              Não esqueço as traquinagens, ao voltar da escola, junto com os coleguinhas, pegando morcego nos bondes, o que significava driblar o motorneiro e o cobrador, fazendo a viagem até em casa sem pagar um tostão sequer.
             O que não se pode esquecer, também, naquela época, eram as costumeiras viagens de trem até à cidade de Pilar, onde a minha avó, mãe de meu pai, Josefa de Lima Borges (Fifinha para o neto), costumava permanecer por algum tempo, curtindo a tranquilidade do lugar, enquanto o netinho aprendia a ler e escrever, fazia as primeiras amizades e ajudava o padre a realizar as missas dominicais na igreja local.
                  - Fifinha, por que Deodato ?
                  - Porque seu avô, antes de morrer, quis assim: o meu neto vai ter o meu nome por inteiro, sem tirar nem pôr.
                   Pouco conheci o meu avô paterno, que morreu quando eu ainda era pequeno.
               Todos os dias, especialmente aos domingos, não deixava de curtir a imagem do meu pai, sem camisa, mostrando a musculatura bastante cultivada, que ele não se cansava de exibir. Até que, numa certa manhã, ao acordar, não me deparei com a imagem paterna. Na inocência dos meus dez anos, notando que a minha mãe, aflita, chorava, quis saber: “Onde está o meu pai ?
                  Só aos poucos (e com bastante cuidado para não me causar aflição, já que a dor seria inevitável), dona Nair, a minha mãe, e dona Zefinha, a minha avó, conseguiram, com muito jeito, fazer com que eu entendesse que meu pai, José Taumaturgo Borges, havia falecido, ali próximo, no Hospital de Pronto-Socorro, onde se internára, de madrugada, passando mal, devido, provavelmente, a um tumor maligno na próstata.
                  Como os familiares de minha mãe residiam todos, inclusive seus pais, “seu” Amaro e dona Honorina (Pai Dindinho e Mãe Dindinha para os netos), em Campina Grande, não restou outra alternativa à jovem viúva senão retornar à sua terra, 
                  E foi assim que, no dia 2 de setembro de 1945, tendo, em cada uma das suas mãos um dos seus dois filhos (eu e meu irmão, Airton), dona Nair retornou à Campina num clima festivo, com o povo nas ruas comemorando, alegremente, (essa cena eu não esqueço jámais) o fim da segunda guerra mundial, que tantos males causou ao mundo em que vivemos.
                  Como a residência dos meus avós ficava no centro, logo ali na Praça Clementino Procópio, pertinho da Usina de Luz, que gerava energia elétrica para a cidade, minha mãe alugou uma casa nas proximidades, na rua 4 de outubro.
                  Aos domingos, dona Nair e os filhos participavam das reuniões festivas na casa dos pais, onde lá se encontrava, em ritmo de alegria, com as suas irmãs Hilda, Maria, Judite, Guiomar, Letícia e Edite e com seus irmãos Heitor, José, Reinaldo, Aguinaldo, Mário e Dário, a fora cunhados e cunhadas e, é claro, dezenas de sobrinhos traquinas e barulhentos.
               Numa infância assim,vivida no âmbito da família, meus primeiros amiguinhos, com certeza, não tinham como não surgir entre os primos e primas com quem brincava, à toda hora, na casa de um e de outro.
               Só quando passamos a morar na rua Tiradentes, um pouco afastado do centro, é que outros amiguinhos foram surgindo, como os filhos do Major Cunha Lima e dona Nenzinha, com destaque para Fernando e Ronaldo, os dois mais traquinas e que mais deram certo comigo.
                   Exímia costureira, foi da máquina-de-costura que dona Nair, por muito tempo, complementou as despesas da casa e o sustento dos filhos, até que se inscreveu num curso do FISI (organismo social americano especialista na formação de parteiras) e que estava presente no nordeste brasileiro, á época, para suprir, com certeza, a falta de médicos na região.
                  Alguns meses depois, após fazer as provas finais em João Pessoa e receber o necessário diploma, eis que voltamos à Campina, tendo a nova parteira assumido um cargo na Prefeitura e passado a atuar na Maternidade Elpídio de Almeida.                          
                  Minha vida estudantil se passou, certamente, nos dez anos vividos no Colégio Diocesano Pio XI, onde infância e juventude se misturaram, período após período, do primário ao ginásio, sem esquecer o científico, tendo sempre de obedecer as leis rígidas do padre Emídio Viana, diretor do educandário, onde fiz.também um curso chamado pré-militar, que preparava o aluno de 17/18 anos para servir ao exército nacional, de cuja convocação escapei, devido, principalmente, à minha excessiva magreza.                       
                   No início dos anos 50, botando fé nos elogios que a minha professora de português, dona Jacinta, fazia às minhas matérias redacionais e à maneira como pedia que as lesse para que toda classe as ouvisse e entendesse, fiz um teste, na antiga Rádio Borborema, para redator e locutor, tendo sido aprovado e contratado.
              Antes, trabalhei por pouco tempo em algumas lojas comerciais, inclusive na conhecida Lojas Pernambucanas, como caixa geral.
                Com apoio do diretor de arte da emissora, Fernando Silveira, meu mestre e amigo, de saudosa memória, logo me tornei seu assistente e passei a produzir programas e novelas, como “Paixão de Cigano”, “Cavaleiro da Vingança”, “A ilha dos Mortos” e tantas outras que ganharam muita repercussão em toda a região serrana, devido às ondas curtas e médias da emissora, que eram sintonizadas com facilidade em quase todo o estado., 
                Foi nesta fase da minha vida, com os neurônios da juventude em pleno vapor, que surgiram programas ainda hoje lembrados pelos meninos da época, como “As Aventuras do Flama”, seriado com muita ação, feito para o público infanto-juvenil, que era transmitido todas as tardes, de segunda à sexta-feira, man-tendo um impressionante nível de audiência,
                       Quando o herói se tornou conhecido e a meninada já participava do “Clube do Agente Secreto do Flama”, com carteirinha e tudo mais e com reuniões aos sábados no auditório da Borborema, tive que pôr à prova mais uma das minhas aptidões, o desenho, passando a desenvolver as histórias do seriado numa revista em quadrinhos, para felicidade dos seus milhares de fãs.
              A publicação, com textos, diagramação e desenhos feitos por mim, teve todos os clichés confeccionados no antigo “Diário da Borborema”, ali, na Cardoso Vieira, e foi impressa na “Gráfica Júlio Costa”, no prédio ao lado, transformando-se na primeira revista em quadrinhos publicada no norte e nordeste do Brasil.                       
                     Outros programas, com certeza, foram levados ao ar, diariamente, como a crônica “Bom Dia Para Você”, os divertidos “Seu Encrenquinha” (criticando tudo o que estava errado) e “Patrulha da Cidade”, narrando, com graça, os acontecimento policiais, além de “Pensâo Hospício”,,humorístico, “O Cinema em sua Casa” (radiofonizações de filmes famosos), e tantos outros, apresentados semanalmente.
                       E foi assim, nos veículos associados de Campina – nas emissoras de rádio e de TV, e no jornal (o velho Diário da Borborema que já não circula mais) – que a minha vida foi se consolidando profissionalmente, enquanto muitas amizades se formaram para sempre, envolvendo pessoas como Hilton Mota, Gil Gonçalves, Leonel Medeiros, Themistocles Maciel, Joselito Lucena, Eraldo Cesar, Ary Rodrigues, Humberto de Campos, Genésio de Souza, Paulo Rogério, Edileusa Siqueira, Silvinha de Alencar, Eliza Cesar, Janete Alves e tantas outras, cuja relação completa ainda permanece na minha memória (sendo que a maioria delas já não se encontra entre nós),
                        Já casado (Adivinhem quem foram os padrinhos ? Claro: Hilton Mota e Alba, sua esposa), tive, a partir daí, que encarar a vida com  mais seriedade, já que os filhos da união com dona Zita, a primeira esposa, já estavam a caminho: inicialmente, Delba; logo após, Deodato Filho, e, na sequência, Denickson, Denise e Denison, que logo estariam encomendando netos e bisnetos para alegrar minha vida.
                        Convocado por Assis Chateaubriand, dono dos Associados, Hilton Mota assumiu, em 1962, a Superintendência dos Diários Associados em Pernambuco, levando-me na bagagem, como Diretor Geral da empresa, para cuidar, especialmente, das rádios Clube (a velha PRA-8) e Tamandaré, sem esquecer, é claro, a TV Rádio Clube, que passava por dificuldades financeiras, já que só o Diário de Pernambuco, à época, mostrava prá que veio.
                       Foram mais de quatro anos de luta constante, durante os quais aprendi a amar e admirar a terra vizinha, especialmente as cidades de Olinda e Recife, onde morei, fiz muitos amigos e das quais surgiram dois dos meus filhos, tendo sido a época em que mais viajei ao sul do país, especialmente ao Rio e São Paulo, sempre em busca de melhorias para as empresas locais..
                      Com as emissoras de rádio e TV liderando a audiência e dando lucro certo, retornei à Campina Grande, quatro anos depois, voltando a dirigir as emissoras de rádio e TV e refazendo os contatos com os amigos.
                       Mesmo tendo participado da campanha que elegeu Enivaldo Ribeiro prefeito de Campina Grande em 1976 e de ter sido nomeado para um importante cargo na administração municipal, preferi aceitar um convite do governador Ivan Bichara para assessorá-lo na secretária de Comunicação, já que a minha mãe, dona Nair, acabára de ser diagnosticada com um câncer no seio, sendo urgente e inadiável a nossa mudança para João Pessoa.
                    A principal providência, portanto, foi tomada de imediato: já que aluguei uma casa num terreno vizinho ao Hospital Laureano, onde, através de uma abertura no muro, passavam médicos e enfermeiras, que cuidavam, permanentemente, de dona Nair, sem que ela precisasse ficar hospitalizada, já que haviam instalado, no seu quarto, os equipamentos necessários para o seu tratamento, tendo sido assim, com essas providências, que a minha mãe viveu por mais dez anos, distribuindo carinho e amor aos seus filhos.
                  No mesmo ano, passei a trabalhar também no Correio da Paraíba que, à épo-ca, não era o conglomerado de hoje, pois contava apenas com um jornal (ainda impresso pelo sistema antigo, na base de linotipos e clichés) e uma emissora de rádio AM, com pouca potência de transmissão, mas com uma boa audiência na cidade.
                       Foi o deputado federal Teotônio Neto, dono da empresa à época, que esteve em minha casa, em Manaira, e, de volta à Brasília, pediu-me que tomasse conta dos veículos de comunicação, juntamente com meu amigo Aluisio Moura, de saudosa memória.Outra coisa não fizemos – eu e Aluisio (isso sem falar em João Manoel de Carvalho, editor-chefe, à época, e ainda hoje, bastante atuante, editando o jornal Contraponto) -, já que o Correio logo estaria sendo impresso em off-set, passando a funcionar na rua Pedro II, onde se encontra até hoje, especialmente após ser adquirido pelos empresários Roberto e Paulo Cavalcanti, da Polyutil.
                      Foram quinze anos de minha vida dedicados ao Sistema Correio de Comunicação, como um todo, participando do surgimento das demais emissoras de FM, não só em João Pessoa como em outras cidades, até o aparecimento da TV Correio, que deu asas e força à empresa, como um todo.
                          Nesta época, no início dos anos 80, Damásio Franca, eleito, mais uma vez, prefeito de João Pessoa, pediu-me que o ajudasse a preparar um projeto, que seria enviado à Câmara Municipal, criando uma Secretária de Comunicação para o município. Aceitei o convite e logo o projeto já estava na Câmara, onde foi aprovado. E foi assim, ocupando sempre o cargo de Diretor de Comunicação, estratégicamente bolado para substituir o de sub-secretário, que permaneci, ao longo de várias administrações, como as de Osvaldo Trigueiro, Carneiro Arnaud, Chico Franca e, lógico, as duas seguidas de Cícero Lucena.
                         Em 1982 não tinha como não estar presente em Campina Grande para receber Ronaldo Cunha Lima que havia sido afastado da Prefeitura em 1968, com seus direitos po-líticos cassados pela revolução, e agora estava de volta, anistiado, depois de dez anos no Rio, querendo recuperar o apoio popular que nunca perdêra, tanto assim que foi eleito, mais uma vez, como prefeito da cidade.
                       Quando se candidatou a Governador do Estado em 1990, não tive outra alternativa, senão largar tudo e oferecer os meus serviços para o que precisasse, na campanha política: era o menino da Tiradentes, o adolescente dos primeiros versos, o advogado inteligente e o amigo de sempre que ali estava ante um grande desafio, esperando a ajuda de todos, es-pecialmente do povo paraibano.
                    Eleito Governador em 1991, Ronaldo não fez por menos e pediu que ficasse ao seu lado nas andanças pelos municípios do estado, como Secretário de Comunicação Social, preparando os caminhos para uma grande administração que pretendia realizar na sua terra, tendo se afastado do Governo em 1993, deixando, em seu lugar, o vice, Cícero Lucena.
                       Em 1994, fiz a campanha de Mariz, outro grande amigo, como se fosse a reeleição de Ronaldo, e não deu outra: eleito, segredou-me que queria continuar a contar com o meu trabalho. Só que que teve de viajar às pressas para São Paulo, a fim de tratar um câncer. E de lá não voltou mais. Foi o vice-Governador Maranhão, que estava no cargo, quem me pôs a par de tudo, num único telefonema, comunicando o falecimento de Antônio Mariz e, ao mesmo tempo, dizendo que acabára de assinar a minha nomeação como diretor da Rádio Tabajara.
                       A partir dai, seguiu-se a reeleição de Maranhão em 1999, que foi em frente até o ano de 2003, quando a presença de Ronaldo voltou a ser forte na administração estadual, através da figura do seu filho, governador Cássio Cunha Lima, que se estendeu até o ano de 2010, período em que estive no jornal A União e mais uma vez na Tabajara, assim como na PB-Gás, procurando ajudar o menino no que fosse possível.
                      Nos últimos anos, a não ser por uma participação pequena na campanha de Cícero Lucena como candidato a prefeito de João Pessoa, tenho me mantido afastado das atividades políticas, torcendo, como sempre, pelos meus amigos que lá estão, a fim de que todos possam atingir os objetivos a que se propõem.
                  Foram essas as reminiscências que me ocorreram no dia de hoje, quando, ao lado da minha segunda esposa, Elcemy (a minha Boneca), lembrei-me que o domingo, 20 de janeiro, dia de São Sebastião (é por isso que as melhores comemorações do meu aniversário aconteceram no Rio), está chegando.
                    Penso, repenso... vejo, revejo... e fico sem entender como tudo passou tão depressa.
                    Como diria meu grande e saudoso amigo Chico Anísio: foi tudo muito ligeiro... foi vapt-vupt.
                    De súbito... valeu o susto: oitenta.
                    E nada do que passou volta mais.
                            
                             

quarta-feira, 21 de novembro de 2012

CRÔNICA DA SAUDADE - 21/11/2012



ÚLTIMA PÁGINA

   
         Sempre me apeguei a alguns veículos da imprensa brasileira, graças, principalmente, aos seus cronistas. Por causa de Rubem Braga, colecionei, por muito tempo, as edições do Diário da Noite, jornal editado no Rio, em tamanho tablóide, que embora não fosse tão bom em se tratando de notícias, era primeiro sem segundo, para mim, por causa das crônicas do meu cronista preferido. E só parei de colecionar o jornal porque, num certo dia, ele deixou de circular.

        Com a antiga revista O Cruzeiro não foi diferente: rendi-me aos encantos da revista, como um todo, indo das reportagens de David Nasser ao Amigo da Onça, do meu amigo Péricles, mas não tinha como fugir à sua principal atração, ao pedacinho da edição que me cativava tanto e que, por capricho da natureza, ficava em sua última página: as crônicas, sempre belas e humanas, escritas por Rachel de Queiroz.

          Era a única revista que muita gente, como eu, começava a ler por sua última página, de trás para frente, pois era lá, na última página,que estava a crônica de Rachel.

           Nascida em 17 de novembro de 1910, em Fortaleza, no Ceará, Rachel de Queiroz se destacou como escritora, publicando os livros O Quinze, As Três Marias, Lampião e tantos outros, além das peças teatrais A Beata Maria do Egito e O Menino Mágico, obras premiadas nacionalmente.

         Cronista emérita, publicou mais de duas mil crônicas, cuja seleção de algumas delas proporcionou a publicação dos seguintes livros: A Donzela e a Moura Torta, 100 crônicas escolhidas, O Brasileiro Perplexo e O Caçador de Tatu.

           Tendo sido a primeira mulher a entrar para a Academia Brasileira de Letras- eleita para a Cadeira nº 5, em 4 de agosto de 1977, na sucessão de Cândido Mota Filho – Rachel de Queiroz foi recebida, em 4 de novembro de 1977, pelo acadêmico Adonias Filho, acabando, de uma vez por todas, com o famoso clube do Bolinha(onde menina não entrava) da nossa maior academia.

             Em suas crônicas, contava, com simplicidade, as novidades da semana e conquistava, à cada história que relatava, a admiração de milhares de leitores. No último dia 04 de novembro, os brasileiros lamentaram os nove anos de saudades de Rachel, desde o dia em que Deus a levou do nosso convívio com a mesma tranqüilidade com que ela sempre viveu entre nós.

            Naquele dia fatídico, ela se deitou para dormir, pensou em Deus como sempre e adormeceu - para nunca mais acordar.

              E foi assim que Rachel de Queiroz passou a viver o sonho da eternidade, deixando, em cada um dos seus fãs, uma saudade eterna.

Sempre me apeguei a alguns veículos da imprensa brasileira, graças, principalmente, aos seus cronistas. Por causa de Rubem Braga, colecionei, por muito tempo, as edições do Diário da Noite, jornal editado no Rio, em tamanho tablóide, que embora não fosse tão bom em se tratando de notícias, era primeiro sem segundo, para mim, por causa das crônicas do meu cronista preferido. E só parei de colecionar o jornal porque, num certo dia, ele deixou de circular.

                                  Com a antiga revista O Cruzeiro não foi diferente: rendi-me aos encantos da revista, como um todo, indo das reportagens de David Nasser ao Amigo da Onça, do meu amigo Péricles, mas não tinha como fugir à sua principal atração, ao pedacinho da edição que me cativava tanto e que, por capricho da natureza, ficava em sua última página: as crônicas, sempre belas e humanas, escritas por Rachel de Queiroz.

                                  Era a única revista que muita gente, como eu, começava a ler por sua última página, de trás para frente, pois era lá, na última página,que estava a crônica de Rachel.

                                  Nascida em 17 de novembro de 1910, em Fortaleza, no Ceará, Rachel de Queiroz se destacou como escritora, publicando os livros O Quinze, As Três Marias, Lampião e tantos outros, além das peças teatrais A Beata Maria do Egito e O Menino Mágico, obras premiadas nacionalmente.

                                  Cronista emérita, publicou mais de duas mil crônicas, cuja seleção de algumas delas proporcionou a publicação dos seguintes livros: A Donzela e a Moura Torta, 100 crônicas escolhidas, O Brasileiro Perplexo e O Caçador de Tatu.

                                  Tendo sido a primeira mulher a entrar para a Academia Brasileira de Letras- eleita para a Cadeira nº 5, em 4 de agosto de 1977, na sucessão de Cândido Mota Filho – Rachel de Queiroz foi recebida, em 4 de novembro de 1977, pelo acadêmico Adonias Filho, acabando, de uma vez por todas, com o famoso clube do Bolinha(onde menina não entrava) da nossa maior academia.

                                  Em suas crônicas, contava, com simplicidade, as novidades da semana e conquistava, à cada história que relatava, a admiração de milhares de leitores. No último dia 04 de novembro, os brasileiros lamentaram os nove anos de saudades de Rachel, desde o dia em que Deus a levou do nosso convívio com a mesma tranqüilidade com que ela sempre viveu entre nós.

                                  Naquele dia fatídico, ela se deitou para dormir, pensou em Deus como sempre e adormeceu - para nunca mais acordar.

                                  E foi assim que Rachel de Queiroz passou a viver o sonho da eternidade, deixando, em cada um dos seus fãs, uma saudade eterna.


http://www.senado.gov.br/noticias/tv/programaListaPadrao.asp?ind_click=&txt_titulo_menu=&IND_ACESSO=S&IND_PROGRAMA=N&COD_PROGRAMA=3&COD_MIDIA=34268&COD_VIDEO=38821&ORDEM=0&QUERY=&pagina=1


                                                                    

segunda-feira, 19 de novembro de 2012

CRÔNICA DA SAUDADE - 15/11/2012



                                          MANTOVANI, O MAESTRO



          Acredito que existam outras pessoas que amaram, como eu, durante toda a vida, a música e a obra do grande maestro Mantovani, assim como é possível que muitos, dentre os quais me incluo, jamais tenham se interessado, nem por um momento, em saber, pelo menos, como era o nome completo daquele homem que trouxera todo o encanto das grandes orquestras – especialmente das orquestras de cordas – para as nossas horas de paz e lazer.
            Nascido em Veneza, na Itália, no dia 15 de novembro de 1905, Annunzio Paolo Mantovani era filho de um professor de música de dois conservatórios italianos, que tocou sob a batuta de Massagni e Toscanini e que, por serviços prestados ao governo, foi feito Cavalheiro pelo Rei de Portugal. Quando se encontrava na Inglaterra, em 1912, com uma companhia lírica italiana, teve início a primeira guerra mundial e seu pai, impossibilitado de retornar à pátria, teve que se fixar em Londres com a família, quando Mantovani tinha apenas 7 anos. Mantovani, aos 14 anos, já iniciava os seus estudos de violino e, dois anos mais tarde, já era um músico profissional. Embora seus programas de rádio tenham começado com o seu quinteto, foi com a Típica Orquestra, formada em 1930, que o nome de Mantovani se tornou famoso.
           Até os anos 70, eu e muitos outros da minha geração, crescemos, certamente, ouvindo a música de Mantovani, que nos educava o espírito e nos fazia sentir o verdadeiro fascínio da música orquestrada, especialmente aquelas que chegavam aos nossos ouvidos junto com as imagens de um filme que jamais seria esquecido.
         Como esquecer os acordes marcantes das músicas que se tornaram famosas como A Lenda da Montanha de Cristal ? E o Tema de Lara, do imortal Dr. Jivago ? E as músicas que marcaram Goldfinger, do 007; toda a imponência de Bem-Hur; todo o encanto de Lawrence da Arábia; e as lembranças que ficaram com Zorba, o grego ? Como vamos lembrar o filme Nunca aos Domingos sem a música de Mantovani ? E a trilha inesquecível de Se Meu Apartamento Falasse ? E aquele Moon River que não nos sai da lembrança, tema do filme Bonequinha de Luxo ?
           Tudo isso me veio à memória quando resolvi, depois de tantos anos, conhecer mais de perto o maestro que sempre fez parte dos meus sonhos musicais, pois foi sòmente hoje, depois de tanto vibrar com a música de Mantovani, é que fui apresentado ao cidadão Annunzio Paulo Mantovani, que deixou a batuta, desta grande orquestra que é a vida, no dia 29 de março de 1980, quando veio a falecer.
             O Mantovani da orquestra... o maestro... o homem que fez história dando vida às mais belas páginas da música popular universal... este, sem dúvida, vai ficar para a eternidade, recebendo sempre os aplausos do seu grande público.
                 O maestro genial jamais será esquecido.

                  http://www.youtube.com/watch?v=qRinNWDPBUs&feature=related     

quarta-feira, 7 de novembro de 2012

CRÔNICA DA SAUDADE - 07/11/2012



O BRASIL DE ARY BARROSO



                      Logo no começo deste mês de novembro, no dia 7, não existe uma motivação mais forte para uma Crônica da Saudade do que a lembrança da passagem da data que assinala o aniversário de nascimento de um dos maiores compositores do Brasil, autor de músicas consagradas no país e no exterior, que é Ary Barroso.
                        Em 2003, visando divulgar o centenário do nascimento do velho Ary, entrei em contato com várias emissoras de rádios de todo o Brasil, convidando à todas para que incluíssem em suas programações, naquela data, o maior número possível dos grandes sucessos musicais do homenageado, o que, segundo soube, aconteceu e repercutiu, especialmente, aqui, na Paraíba.
                      Ary Evangelista de Resende Barroso nasceu em Ubá, Minas Gerais, na Fazenda da Barrinha, no dia 7 de novembro de 1903. Órfão de pai e mãe, ainda criança, foi criado pela avó materna e por uma tia. Aos 12 anos, já tocava piano no cinema de sua cidade, fazendo fundo musical para filmes mudos.Em 1920, mudou-se para o Rio de Janeiro, onde formou-se em direito, mas foi sòmente em 1928 – durante uma temporada que passou em Santos e em Poços de Caldas - que começou a compor as suas primeiras produções, como “Eu vou à Penha” e “Vamos Deixar de Intimidade”, que foram bem recebidas pelo público, já que estavam incluídas no seu primeiro disco.Em 1930, Ary venceu o concurso carnavalesco daquele ano com a marcha “Dá Nela”, mas foi com o samba-exaltação “Aquarela do Brasil”, em 1939, que ele se celebrizou, inovando a música popular brasileira, incorporando ao acompanhamento células rítmicas até então só conhecidas em instrumentos de percussão. Em cima da mesma linha patriótica, Ary Barroso compôs outras músicas, igualmente famosas, como “Na Baixa do Sapateiro”, em 1938, “Brasil Moreno”, em 1942, e “Terra Seca”, em 1943. Em 1944, convidado por Walt Disney, Ary Barroso feza música do filme “Você Já Foi à Bahia ?” e foi premiado pela Academia de Ciências e Artes Cinematográficas de Hollywood.
                   Como locutor e cronista esportivo, Ary Barroso fez fama na Rádio Tupi, do Rio(especialmente por torcer abertamente pelo seu Flamengo !),tendo criado, ao longo do tempo, vários programas, dentre eles o “Hora do Calouro” , de onde surgiram alguns dos maiores intérpretes da música popular brasileira, como Elza Soares e tantos outros. Recebeu a Ordem Nacional do Mérito, em 1955, como o mais patriota dos nossos compositores em todos os tempos.
                 Morreu no Rio de Janeiro, num domingo de carnaval, no dia 9 de fevereiro de 1964, após dizer, por telefone, ao seu amigo David Nasser: Acho que vou morrer. Estão tocando as minhas músicas no rádio. Ary Barroso virou saudade e, no aniversário do seu nascimento, as suas músicas deveriam ser tocadas por esse Brasil a fora, homenageando, assim, quem tanto, em vida, homenageou a nossa terra.
                  Esse Brasil, sem dúvida, que dele recebeu todo o seu amor e toda a sua admiração, através de suas composições que jamais serão esquecidas, deverá reverenciá-lo para sempre.
             Vamos aproveitar o dia de hoje para ouvir algumas musicas do nosso genial Ary Barroso, reavivando, mais uma vez, a sua saudade.

http://www.youtube.com/watch?v=ygrdoP9Z68U                                                                        

sexta-feira, 19 de outubro de 2012

A CRÔNICA DO DIA - 19/10/2012



OS MALES DO PT


             Muitas são as considerações que os eleitores deverão levar em conta neste segundo turno das eleições para prefeito, cujo período, para pensar, analisar e votar, já está chegando ao fim, tendo em vista que, no próximo dia 28, os brasileiros dos 50 municípios que ainda não escolheram os seus mandatários (dentre os quais, a nossa João Pessoa) estarão votando mais uma vez, só que, agora, em caráter definitivo, o que aumenta a responsabilidade de  cada um.

          Como a maioria dos candidatos derrotados no primeiro turno preferiram, por questões as mais variadas, não recomendar aos seus eleitores nenhum dos que continuam disputando as eleições, cabe ao eleitor – é a ele a quem cabe, realmente (e a mais ninguém) – a responsabilidade de escolher, medindo os prós e os contras, quem será o melhor prefeito para conduzir os destinos da nossa cidade a partir de 2013.

          Apesar de serem poucas as cidades – apenas 50 – num universo de 5.568 municípios, elas representam quase 32 milhões de eleitores, ou 22% do total do país, vindo daí, com certeza, mais ainda, a importância da escolha dos seus eleitores, que se espalham por todas as regiões do país, sendo 26 no sudeste, 9 no sul, 8 no nordeste, 5 no norte e 2 no centro-oeste.

           Dessas 50, 17 são capitais, dentre as quais se situa a nossa João Pessoa.

         A nosso ver, o eleitor pessoense (como todos os outros) deverão levar em consideração os valores morais e uma comprovada capacidade do candidato para administrar uma cidade, que envolve, como todos sabem, os mais sérios problemas, exigindo as mais rápidas e oportunas soluções, já que atingem diretamente a todos nós – moradores e eleitores.  

        Aparentemente, parece fácil: quais dos candidatos já comprovou que sabe administrar uma cidade do porte de João Pessoa e se saiu bem, ao assumir funções que tenham exigido a necessária capacidade para tanto ?

         E o partido político a que pertence é uma boa agremiação ?

       É que, agora, com o resultado do julgamento do mensalão pelo Supremo Tribunal Federal (STF), uma verdadeira quadrilha estava envolvida num sistema de compra de apoio parlamentar na Câmara dos Deputados durante o governo Lula, onde quatro partidos políticos cooptados, especialmente o Partido do Trabalhador (PT), que teve o seu presidente nacional, à época, José Genoino, devidamente condenado.

            O que nos causa repulsa e nos entristece, é notar que, apesar do resultado do julgamento, da força e da coragem dos ministros do STF em condenar a maioria dos réus, a base da presidente Dilma Rousseff inclui não só quatro partidos que fizeram parte do mensalão (PP, PMDB, PTB e PR), mas 19 das 24 legendas representadas na Casa, já que só quatro formam a oposição.

          Ao eleitor pessoense, ante às evidências do noticiário que está diariamente na televisão e nos jornais, assim como em revistas e na internet, fica bem mais fácil raciocinar e, em seu próprio benefício e pelo bem da sua cidade, fazer uma escolha acertada e votar, mais uma vez, com o coração.

              Neste segundo turno, ficou mais fácil votar: separe o jôio do trigo e vote no melhor candidato.

              Vote Cícero.
                                               
                                                                 

terça-feira, 9 de outubro de 2012

A CRÔNICA DO DIA - 09-10-2012



DECISÃO FINAL
 
                 O segundo turno de qualquer eleição requer do eleitor uma atenção bem maior ainda quanto ao candidato que será votado, já que, no primeiro turno, muitas eram as opções à disposição do eleitorado, facilitando, assim, de certa maneira, a escolha, tantos os projetos que se achavam em discussão.

                Agora, são apenas dois candidatos (os mais votados por boa par-te do eleitorado) e que, agora, no turno decisivo, receberão os votos de todo o eleitorado pessoense, cabendo, ao que obtiver uma maior votação, a difícil tarefa de comandar, como prefeito, os destinos da nossa capital.

                 Os candidatos que não conseguiram chegar ao segundo turno, segundo imagino, não podem, de maneira nenhuma, afastar-se da campanha política, deixando seus eleitores ao léo, desorientados, sem saber em quem votarão agora, já que não podem deixar de comparecer às urnas no segundo turno.

                  Todos eles – como fizeram, logo após tomar conhecimento dos resultados, Maranhão e Estela -, dizendo, numa mensagem, o que pensam a respeito e o que acham que os seus eleitores devem fazer, agora, escolhendo os melhores candidatos para receber seus votos definitivos.

             Como apenas duas opções existem, agora, no segundo turno, está claro que os eleitores pessoenses (especialmente aqueles que não tiveram a alegria de comemorar a vitória dos seus candidatos) devem encontrar, agora, em Cícero Lucena e Luciano Cartaxo, as virtudes e as determinações que precisam para justificar o seu voto.

                     Qual deles é o melhor para governar a nossa cidade ? Qual o que tem mais experiência, mais capacidade e mais aprovação popular no que já fez ? Qual é o que apresenta algum trabalho já realizado em favor do nosso povo e que recebeu, por conta disso, os aplausos da nossa gente ? Dentre os dois, qual o que mais se identifica com os pessoenses, já tendo trabalhado em favor das classes menos favorecidas, das mulheres e crianças, tendo recebido por conta disso, o aplauso de todos ? Qual o que mais sabe manter contato com todas as camadas da população, independente de estarmos ou não num período eleitoral ?

               Neste momento – na hora de votar no segundo turno – a experiência e a comprovada capacidade de trabalho do candidato a prefeito – é uma arma poderosa que o eleitor pessoense tem para usá-la na hora da decisão.

                        Raciocine e vote firme... vote Cícero.